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o que se deve ler para conhecer Marabá e sua gente

07:16 PM, 26/7/2008 .. 0 comments .. Link

           O QUE SE DEVE LER PARA CONHECER MARABÁ

 E SUA GENTE

 

Trabalho elaborado originalmente por Vicente Salles e atualizado por Virgínia Mattos

 

Resumo: Bibliografia comentada das obras que permitem entender a história e a vida atual de Marabá.

 

Palavras-chave: Marabá, Bibliografia

 

Apresentação

 

O historiador, folclorista, musicólogo, antropólogo, professor e jornalista Vicente Salles é um dos mais importantes intelectuais da Amazônia, sendo autor de uma obra fundamental para a história cultural de nosso Estado. Publicou: "O negro no Pará", "Música e músicos do Pará", "Repente & Cordel","Vocabulário crioulo: contribuição do negro ao falar regional amazônico", "A música em Belém no século XIX", "Carlos Gomes: uma obra em foco", entre outras. Foi redator chefe da Revista Brasileira do Folclore.

Mantendo fortes ligações com Marabá, Vicente Salles é colaborador e amigo da Fundação Casa da Cultura e de seu presidente, Noé von Atzingen. Por isso, na década de 80, preparou um levantamento da bibliografia básica para o entendimento de nossa história e nossas raízes culturais, encaminhando esse documento ao Noé. O cuidadoso repertório, intitulado "Bibliografia para conhecer Marabá e sua gente", traz não apenas as referências bibliográficas, essenciais para o acesso às fontes, como também um pequeno resumo do conteúdo de boa parte das 43 obras citadas.

Inúmeros estudiosos e pesquisadores da história e das manifestações culturais de nossa região valeram-se das preciosas informações reunidas por Vicente Salles. Muitos dos documentos citados foram obtidos para a Casa da Cultura, seja em volumes originais, seja em cópias, quando se tratava de obras esgotadas.

O levantamento que se segue pretende atualizar o repertório organizado por Vicente Salles, procurando, sempre que possível, a exemplo do que fez o autor original, traçar alguns indicativos do conteúdo das obras.

 

A.                 LIVROS E PARTES DE LIVROS

 

ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Carajás: guerra dos mapas. Belém: Falangola, 1994.

            Livro produzido para o seminário-consulta "Carajás: desenvolvimento ou destruição?", traz fontes documentais e comentários que facilitam a leitura de um mapa temático. Busca demonstrar como o caos funciário prejudica os antigos ocupantes da área de influência de Carajás.

 

ALMEIDA, Carlos Pinto de. Castanha-do-pará: sua exportação e importância na economia amazônica. Rio de Janeiro: Serviço de Informação Agrícola do Ministério da Agricultura, 1963. 86p. Gráficos. (Estudos Brasileiros, n. 19).

            Traz descrição botânica, localização geográfica, valor nutricional da castanha; detalha modo de extração e transporte, classificação das amêndoas, sua industrialização e comercialização; trata ainda da assistência oficial aos produtores.

 

ALMEIDA JUNIOR., José. Maria Gonçalves de (Org.). Carajás: desafio político, ecologia e desenvolvimento. São Paulo: Brasiliense/CNPq, 1986.

            Vários autores abordam diferentes aspectos da questão Projeto Carajás e seu impacto na região de influência.

 

ANDRELLO, Rubens. Marabá: um sistema escolar em desafio; contribuição para o seu estudo. São Paulo, 1978. Dissertação de mestrado à Faculdade de Educação, USP (Texto mimeografado).

            Faz uma análise da educação formal em Marabá, nos anos 70.

 

ANDREONI, Aldo. Relatório de uma viagem realizada ao baixo e médio Tocantins (pelo) Eng. Aldo Andreoni, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, 1948. Goyaz: Imprensa Oficial, 1949.

            Trata com detalhes sobre a topografia da região tocantina, a navegação, os barcos. Descreve rapidamente Marabá em 1948, p. 22-23.

 

ATZINGEN, Noé von. Vocabulário regional de Marabá. Marabá: Fundação Casa da Cultura de Marabá/Projeto Usimar Cultural, 2004.

            Cuidadoso levantamento da linguagem peculiar da região, que se preservou até os anos 70.

 

AUDRIN, J. M. Entre sertanejos e índios do norte: o bispo-missionário D. Domingos Carrérot. Rio de Janeiro: Púgil/Agir, 1947.

            O livro sobre a vida de D. Domingos (primeiro bispo de Conceição do Araguaia, em 1913; primeiro bispo de Porto Nacional, em 1919) traz detalhes das dificuldades nas matas de Tocantins e Pará e dos tratamentos de doenças com recursos da floresta; dá informações sobre vários povos indígenas; relata a fundação de Conceição do Araguaia em 1897 e descreve os costumes dos primeiros tempos da cidade (p. 79). Cita os botes que seguiam de Porto Nacional para Belém, carregados de mercadorias e animais (p. 55-56) e faz curiosa crônica sobre as agruras da partida, com os barqueiros alcoolizados (p. 228-229). Traz versão própria da Revolta de Boa Vista, traçando a personalidade de Frei Gil Vilanova (p. 60-62). Detalha o tamanho da Prelazia de Conceição do Araguaia, da qual Marabá fazia parte (p. 127);  descreve Marabá na época das visitas pastorais (desobrigas) de D. Domingos, entre 1913 e 1919 (p. 155-156).

 

BAENA, Antonio L. M. Compêndio das Eras da Província do Pará. Belém: UFPA, 1969 (original de 1838).

 

BORGES, Antonio. Negociatas escandalosas. Rio de Janeiro: Typ. do Jornal do Commercio, 1938. 107p.

            Denúncia do domínio sobre os castanhais, exercido por Deodoro de Mendonça, através de mecanismos inescrupulosos, valendo-se do poder econômico e político.

 

BORGES, Durval Rosa. Rio Araguaia, corpo e alma. São Paulo: IBRASA/EDUSP, 1987. p. 353-356.   

            Interessam-nos os capítulos referentes a Conceição do Araguaia, aos povos indígenas, à navegação, à guerrilha do Araguaia, à aviação pioneira, aos garimpos (entre eles Serra Pelada). No capítulo inicial, em que traça os aspectos geográficos da região banhada pelo rio Araguaia, faz a defesa do nome "Araguaia" em toda a extensão do curso d'água, até desaguar no oceano, refutando sua posição de afluente do rio Tocantins.

 

BRAGA, Theodoro, 1872-1952. Noções de chorographia do Estado do Pará. Belém: Empreza Graphica Amazonia, 1919. 632 p. mapas.

            O município cerca de 1919: localização, ligeiro histórico, população, produção, distritos, sede, limites, orçamentos municipais (de 1913 a 1919) e rendas municipais (idem); traça a história das explorações do rio Tocantins desde 1625.

 

BUARQUE,  Manoel. Araguaya e Tocantins. Belém: Pap. Americana, 1923. 71 p.

            Juiz de direito em Conceição do Araguaia (1914-1919), removido para a comarca de Altamira, o autor narra a viagem, iniciada em 10.03.1920, pela calha do Tocantins. Refere-se a Marabá, p. 32-33.

 

CAMPOS FILHO, Romualdo Pessoa. Guerrilha do Araguaia: a esquerda em armas. Goiânia: Ed. UFG, 1997.

            Obra rica em documentos e entrevistas, mostra como a população local foi vitimizada, quando da repressão aos guerrilheiros.

 

CARVALHO, Carlota. O Sertão.  Rio de Janeiro: Empreza Editora de  Obras Scientificas e Literarias, 1924. 419 p. Há uma 2ª edição desta obra, editada em 2000 pela Ética Editora, de Imperatriz.

Minucioso relato histórico-geográfico da bacia do Tocantins. Capítulo XIV dedicado a Marabá, p. 199-222, tratando de produtos naturais, das aventuras romanescas dos Pimentéis, da descoberta do caucho e da riqueza fantástica da região. Capítulo XV trata da região do Itacaiúnas, dando informação do fecho dos Martírios. Transcreve crônica de Leônidas Duarte, publicada em O Norte, de Barra do Corda, MA, que descreve o fecho dos Martírios (visitado em 25.10.1911), dando notícia das inscrições rupestres e também da inscrição que ali teria deixado, em língua tupi, o general  Couto de Magalhães, no ano de 1868. Capítulo XVI descreve a praia da Rainha e reconta os episódios da aproximação dos índios Gavião em contato com o morador Raimundo Liart, narrados em primeira mão por Ignacio Moura (inspirou-se, ao que parece, em Ignacio Moura, que não é citado, embora o cite em outras passagens). Ao tratar da Revolta de Boa Vista, incorre em graves erros históricos; sobre esse aspecto ver Palacín, p. 220, nota 67.

 

CARVALHO, J. A. M. et al. Migrações internas na região norte: Marabá. Belo Horizonte: CEDEPAR, 1977.

 

CHAVES, Antonio Braga e. Do Lago Vermelho a Itupiranga: uma história para crianças.  Itupiranga: Prefeitura Municipal, 1990.

            Antonio Chaves registra fatos e datas da história de Itupiranga, município criado em 1948, com territóriuo desmembrado de Marabá. Interessantes relatos sobre o surgimento da povoação Lago Vermelho, no final do século XIX, a exploração do caucho, os garimpos de diamente, a navegação, as manifestações culturais, os embates políticos.

 

COELHO, Maria Célia Nunes. A ocupação da Amazônia e a presença militar. São Paulo: Atual, 1998. 47 p. il. mapas. (Coleção "A vida no tempo").

            Obra didática, com roteiro de leitura, que ajuda a entender a ditadura militar, os Grandes Projetos e os conflitos fundiários.

 

COELHO, Maria Célia Nunes. “A polêmica ocupação dos sem-terra na região de Carajás”. In: Ximenes, Teresa (Org.). Perspectivas do desenvolvimento sustentável. Uma contribuição para a Amazônia XXI. Belém: NAEA-UFPA, 1997. p. 495- 530.

 

COELHO, Maria Célia Nunes; COTTA, Raymundo Garcia (Orgs.). Dez anos da Estrada de Ferro de Carajás. Belém: NAEA-UFPA, 1997.

            Alguns textos se destacam: BENATTI, J. H. “Carajás: desenvolvimento ou destruição?”, p. 79-105; CARNEIRO, M. S. “Do latifúndio agropecuário à empresa latifundiária carvoeira: a E. F. Carajás e a propriedade da terra”, p. 233-50; COELHO, Maria Célia Nunes. “A CVRD e o processo de (re)estruturação e mudança na área de Carajás”, p. 51-78; COELHO e ACEVEDO MARIN, Rosa Elisabete. “De posseiros e assentados: a precariedade das ações fundiárias no sudeste do Pará”, p. 251-73; MONTEIRO, M. de A. “A siderurgia e a produção de carvão vegetal no corredor da Estrada de Ferro Carajás”, p. 183-222.

No conjunto, a obra faz uma avaliação das alterações havidas no desenvolvimento regional a partir do Programa Grande Carajás, detendo-se especialmente em estudos sobre o significado da Estrada de Ferro Carajás para o desenvolvimento local.

 

COTA, Raymundo Garcia. Carajás: a invasão desarmada. Prefácio de D. Pedro Casaldáliga. Petrópolis:Vozes, 1984. 163p.

            Discute a exploração predatória e a ocupação desordenada e desnacionalizada da Amazônia. Carajás, o projeto. Marabá, o centro polarizador.

 

COUDREAU, Henri Anatole (1859-1900). Viagem à Itaboca e ao Itacaiúnas. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1980. 177 p. il. e 33 cartas geográficas em apêndice.

            Importante trabalho do ponto de vista geográfico, bem ilustrado com fotografias e cartas geográficas, é o relato da exploração dos rios Itacaiúnas, Parauapebas e parte do Tocantins, feita por Henri Coudreau e sua esposa, Otília Coudreau, em 1896. Registra o início da exploração do caucho, quando a escassa população da região se concentrava no Burgo. Conclui que o rio Itacaiúnas "que não serve de acesso a lugar nenhum, além do mais nada pode oferecer que não seja a pouco rendosa castanha e um caucho de baixa cotação" (p. 91). Tremendo erro histórico, pois o Itacaiúnas e seu afluente, o Parauapebas, cortam a maior província mineral do Brasil: a Serra dos Carajás.

 

COUDREAU, Henri Anatole (1859-1900). Voyage au Tocantins-Araguaya, 31 décembre 1896 – 23 mai 1897. Paris: A. Lahure Imprimeur-Editeur, 1897. 330 p. il. mapas.

 

CRUZ NETO, Raimundo Gomes; GRUDA, Jorge Paul. Sudeste do Pará: um estudo de sua história; v.1, Tucurui e Carajás. Marabá: CEPASP, 1990. 59p.

            Analisa o impacto provocado pela Hidrelétrica de Tucuruí e Projeto Carajás na região. Fornece dados sobre o Projeto Carajás, traça a história da barragem de Tucuruí, relata o escândalo da CAPEMI, denuncia uso de agrotóxicos letais no desmatamento e os problemas enfrentados pela população desapropriada.

 

DIÁRIO da guerrilha do Araguaia. Apresentação de Clóvis Moura. São Paulo: Alfa-Omega, 1985.

            Documento redigido pelos dirigentes do movimento guerrilheiro, traz o cotidiano da guerrilha, a ideologia de seus membros, as formas de luta, a repressão sofrida, além de dados da região e de personagens que participaram dos acontecimentos.

 

DOLES, Dalísia Elisabeth Martins. As comunicações fluviais pelo Tocantins e Araguaia no século XIX. Goiânia: Editora Oriente, 1973. 176 p. mapas.

            História dos transportes fluviais, com mapa dos dois rios, localizando Marabá.

 

 DÓRIA, Palmério; BUARQUE, Sérgio; CARELLI, Vincent; SAUTCHUK, Jaime. A guerrilha do Araguaia. São Paulo: Alfa-Omega, 1978. (História Imediata, 1).

            Rompendo a censura dos anos 70, este é um documento pioneiro de uma guerra que não teve correspondentes, mas persiste na memória popular de Marabá. O livro tem depoimentos de um militar, um guerrilheiro, um padre, um índio suruí. O Autor faz o resumo dos fatos, visita a região em 1978 e colhe depoimentos de moradores.

 

DUARTE, Leônidas Gonçalves. De São Vicente a Araguatins: 100 anos de história. Marabá: J.C. Rocha - Editor, 1970.

            A história de Araguatins tem muitos vínculos com Marabá.

 

EMMI, Marília Ferreira. A oligarquia do Tocantins e o domínio dos castanhais. Belém: Ed. Universitária/NAEA/UFPA, 1988. 196p. (Coleção Igarapé). Há 2ª edição, revista e ampliada, de 1999.

            Analisa a história da exploração das riquezas florestais e da apropriação das terras pelos poderosos chefes políticos; os conflitos fundiários a partir dos anos 70; a chegada do capital industrial e financeiro do centro-sul do País, os projetos do governo militar, os grileiros e posseiros, resultando no enfraquecimento do poder da oligarquia local. Traz rica bibliografia.

 

ENCICLOPÉDIA de Imperatriz, 150 anos: 1852-2002. Editor e redator Edmilson Sanches. Imperatriz: Instituto Imperatriz, 2003. 600p. il.

            Excelente fonte de informações sobre Imperatriz, a obra também traz inúmeras informações que interessam a Marabá: fatos, datas, nomes, dados sobre o rio Tocantins, rodovias, energia elétrica.

 

ENCICLOPÉDIA dos municípios brasileiros. Volume XIV: Amazonas, Pará e Territórios. Rio de Janeiro: IBGE, 1957. 491 p. il. mapas.

            Marabá, p. 402-407. O verbete abrange: histórico, localização, altitude, clima, área, acidentes geográficos, principais riquezas naturais, população, aglomerações urbanas, atividades econômicas, comércio e bancos, meios de transporte e de comunicação, aspectos urbanos, assistência médico-sanitária, ensino, alfabetização, outros aspectos culturais, particularidades e monumentos históricos, manifestações religiosas, folclóricas e efemérides, atrações turísticas, outros aspectos do município. Traz bibliografia e 13 fotografias mostrando aspectos da cidade e da enchente de 1957.

 

FERRAZ, Iara. Os Parkatejê das matas do Tocantins: a epopéia de um lider Timbira. São Paulo: USP, 1983. 201p. (Tese de Mestrado).

            Estudo antropológico do povo indígena Gavião.

 

HALL, Anthony L. Amazônia: desenvolvimento para quem? Desmatamento e conflito social no Projeto Grande Carajás. Rio de Janeiro: Zahar, 1991.

            Descreve o Projeto Grande Carajás; analisa as repercussões sociais e ambientais da política de desenvolvimento oficial para a Amazônia oriental, detendo-se especialmente na questão agrária. Traz extensa bibliografia.

 

HOMMA, Alfredo Kingo Oyama. Cronologia da ocupação e destruição dos castanhais no sudeste paraense. Belém: Embrapa Amazônia Oriental, 2000. 130p.

 

HOMMA, Alfredo Kingo Oyama. As políticas públicas como indutoras da "morte anunciada" dos castanhais no sudeste paraense. In: Encontro da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica, 4, 2001. Anais. Rio de Janeiro: ECO-ECO, 2001. p. 1-15.

            Analisa a exploração econômica da castanha e sua subsequente destruição, como resultado das novas atividades econômicas e da política de incentivos fiscais do governo.

 

HOMMA, A.K.O; CARVALHO, R.A.; FERREIRA, C.A.P.; NASCIMENTO, J.D.N. A destruição de recursos naturais: o caso da castanha-do-pará no Sudeste Paraense. Belém, Embrapa Amazônia Oriental, 2000. 74p. (Embrapa Amazônia Oriental. Documentos, 32).

 

IANNI, Octavio (1926 -2004). A luta pela terra: história social da terra e da luta pela terra numa área da Amazônia. 2ª ed. Petrópolis: Vozes, 1979. 236 p.

            Diz respeito aos conflitos de terra em Conceição do Araguaia, mas o estudo vale também para a compreensão da luta pela terra em Marabá, como em todo o sul do Pará e áreas adjacentes de Goiás e Maranhão.

 

IANNI, Octavio (1926 -2004). Ditadura e agricultura: o desenvolvimento do capitalismo na Amazônia, 1964-1968. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.

 

IBGE. Sinopse estatística do município de Marabá: subsídios para o estudo da evolução política; alguns resultados estatísticos: 1945; principais resultados censitários: 01/09/1940. Rio de Janeiro: IBGE, 1948. 15p.

 

IDESP. Diagnóstico do município de Marabá. Belém: IDESP, 1977. 285 p.

 

KELLY, Brian; LONDON, Mark. Amazônia, um grito de alerta. Rio de Janeiro: Record, 1983.

            Os autores são jornalistas e estiveram na região no início dos anos 80. Há trechos sobre Marabá (p. 170-181), Serra Pelada (p. 182-198), a Hidrelétrica de Tucuruí e os índios Paracanã (p. 199-231), a rodovia Transamazônica (p. 251-266).

 

KITAMURA, Paulo Choji, MULLER, Carlos Hans. Castanhais nativos de Marabá, PA: fatores de depredação e bases para a sua preservação. Belém: EMBRAPA/CPATU, 1984.

            Busca das causas da destruição dos castanhais na região de Marabá e proposta de medidas para sua preservação – medidas essas que, hoje sabemos, não foram acatadas...

 

KOTSCHO, Ricardo. O massacre dos posseiros: conflitos de terras no Araguaia-Tocantins. 2ª.ed. São Paulo: Brasiliense, 1982. 113 p.

            Reportagens sobre os conflitos pela posse da terra. A presença do GETAT, a ação de Curió na localidade Sampaio, a atuação da Igreja.

 

KOTSCHO, Ricardo. Serra Pelada: uma ferida aberta na selva. São Paulo: Brasiliense, 1984.

            Publicado poucos anos após o surgimento do famoso garimpo, este livro registra o início das tensões sociais e os primeiros acidentes ocorridos na Serra Pelada.

 



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